MEI ou microempresa: quando é hora de migrar

Sinais de que o MEI já não atende ao seu negócio e o que muda na rotina depois da migração.

O MEI é excelente para começar: guia mensal fixa, poucas obrigações e abertura gratuita. Mas ele tem limites claros, e ultrapassá-los sem planejamento costuma gerar cobrança retroativa de tributos.

Sinais de que chegou a hora

  • O faturamento anual está se aproximando do limite legal do MEI
  • Você precisa contratar mais de um empregado
  • A atividade que deseja exercer não está na lista permitida
  • Clientes maiores exigem notas e certidões que o MEI não consegue emitir
  • Você pretende ter sócio no negócio

O que muda ao virar microempresa

A empresa passa a apurar o Simples Nacional por alíquota progressiva sobre o faturamento, precisa de escrituração contábil e passa a entregar obrigações acessórias mensais. Em compensação, deixa de ter teto de receita apertado, pode ter mais funcionários e ganha credibilidade em licitações e contratos.

Como fazer a transição sem sustos

  • Acompanhe o faturamento mês a mês, não só no fim do ano
  • Faça o desenquadramento no prazo para evitar cobrança retroativa
  • Revise o CNAE e o contrato social antes da mudança
  • Planeje o pró-labore e o custo de folha do novo formato

Migrar com antecedência custa muito menos do que corrigir um excesso de faturamento depois. Se o seu MEI está crescendo, antecipe a conversa com o contador.